sexta-feira, 17 de outubro de 2008

PORQUE ODEIO ME APAIXONAR...

O amor...

Amar é atolar os dedos na lama, sentir o chão faltar e a vista escurecer. Amar é se tornar refém do medo. Amar é se entregar sem medir as consequências e muitas vezes pagar um preço alto por isso. Amar é cegueira, dor de cabeça, sangramento nasal, é perder a paciência, querer o impossível...

Odeio me apaixonar porque deixo de ser eu mesmo e me transformo num outro, inseguro, assustado, frágil, sugestionável. Em boas mãos isso é bom. Mas só em boas mãos. Odeio me apaixonar porque uma ligação não atendida é motivo prá uma hora, uma tarde, um dia inteiro de tristeza. Odeio me apaixonar, pois uma palavra mal interpretada soa como uma ameaça e torna-se, mesmo que não seja, uma prenúncio de final iminente.
Odeio me apaixonar...
Odeio me apaixonar porque torno-me escravo de minhas neuras e de meus medos. Transtorno bipolar afetivo. Bem e mal, feliz e triste, seguro e apavorado.
Tenho medo e odeio ter medo. Eu me apaixono e tenho medo, odiando ter medo odeio também me apaixonar.
Tenho medo da luz que teus olhos irradiam. Olhos que me hipnotizam, tornam-me presa fácil e por isso odeio me apaixonar. Tenho medo de você, que chega devagar, muda minha vida e tem hora prá partir. Poderia ficar prá sempre? Nem sempre, como sempre...
Odeio me apaixonar porque vivo minha vida, mas nela, abro um campo imenso e lá coloco você... Odeio me apaixonar, pois quando isso acontece, uma cópia da chave do meu peito fica contigo e podes entrar e sair de meu coração como bem entender. Entra, bagunça tudo e sai sem arrumar... Por isso odeio me apaixonar.

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